Formação do Preço de Venda - QUINTO PASSO.
- Jalmar Finger Becker

- 6 de nov. de 2018
- 3 min de leitura
Atualizado: 7 de nov. de 2018
Você chegou até aqui e já conhece os custos da sua empresa e do seu produto ou serviço. E agora? Como calcular o preço?

Para a formação do preço de venda, vamos imaginar que a empresa chegou aos seguintes números:
- Despesa Variável Mensal: 11% (veja post Primeiro Passo para saber como chegar a esse índice)
- Despesa Fixa Mensal: 15,38% (veja post Primeiro Passo e Terceiro Passo)
- Custo do Produto: R$ 110,60 (veja post Quarto Passo)
- Margem de Lucro: 15% (a definir pela empresa)
Como calcular?

Para chegar ao preço de venda divide-se o custo do produto pelo índice. Conforme cálculo acima, o preço de venda é de R$ 188,67.
Agora, vamos imaginar que a empresa não consiga vender o produto a esse preço. Com base no preço da concorrência, o cliente está disposto a pagar somente R$ 140,00. Será que a empresa terá lucro se vender ao preço estabelecido pelo mercado? Vamos calcular novamente sem definir a margem de lucro:

Conforme vimos, o preço de venda para que a empresa consiga pagar todos seus custos e todas suas despesas é de R$ 150,23. Qualquer preço abaixo significará prejuízo. Nesse caso, será necessário reavaliar e identificar possíveis reduções de custos para que o produto possa ser vendido ao preço de mercado.
O empresário deve ter sempre em mente que, numa economia de mercado, quem define o preço de venda é o consumidor. Mas, atenção: preço de venda abaixo do real pode prejudicar a empresa; preço de venda muito acima do real dificulta as vendas.
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Vamos a outro exemplo para a formação do preço de venda de serviços. Imagine que um pedreiro está pensando em cobrar R$ 100,00 a diária para realizar serviço de reforma. Imagine que o gasto variável diário será o transporte para se deslocar até o local, a alimentação, insumos (como luvas) e que essa soma seja de R$ 40,00 diário.
Agora, pense: isso significa que o lucro é de R$60,00? Não. Você não pode esquecer das despesa fixas, como: manutenção de equipamentos, plano de saúde, contribuição para a previdência e o salário, por exemplo. Vamos supor que essa soma seja de R$ 2.000,00 mensal. Se o pedreiro cobrar R$ 100,00 a diária e gastar R$ 40,00 com as despesas variáveis, sobrará R$ 60,00 para cobrir as despesas fixas e ainda ter lucro. Será que terá lucro?
Bom, podemos dividir as despesas fixas de R$ 2.000,00 por R$ 60,00 para saber quantas diárias precisará fazer no mês. Assim 2000/60 = 33,33. Ou seja, seria necessário no mínimo 33 diárias no mês para ficar no zero a zero. Isto é, sem lucro e sem prejuízo. Como o mês tem menos dias do que o necessário, o que fazer? Nesse caso é necessário avaliar se a despesa fixa está muito alta ou se seu preço está muito baixo.
Depois de uma avaliação, o pedreiro conseguiu reduzir as despesas fixas e o valor ficou em R$ 1.600,00 mensal. Resolveu, também, reajustar a diária para R$ 140,00. Agora: R$ 140,00 – R$ 40,00, sobrará R$ 100,00 por serviço para cobrir as despesas fixas. Então, 1.600 dividido por 100, temos 16. Isso significa que, com as alterações, ele precisará de 16 diárias no mês. Se ele fizer uma diária a mais, descontando a despesa variável do dia, o que sobrar será seu lucro. Ou seja, R$ 100,00 de lucro a cada diária, além dos 16 dias no mês.
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