Tempo ruim para micro e pequenas empresas.
- Jalmar Finger Becker

- 29 de ago. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de dez. de 2018
O primeiro semestre de 2018 encerrou com mais de cinco milhões de micro e pequenas empresas inadimplentes no Brasil. A Serasa Experian apontou que, em junho, 5,17 milhões estavam no vermelho. Um crescimento de 9,5%, se comparado com junho de 2017.
Segundo a Serasa Experian, entre os setores, as empresas de serviços responderam por 46,5% do total das inadimplentes. Seguidos pelo comércio (44,5%) e pela indústria (8,6%). Entre os Estados, São Paulo totalizou 1,70 milhão de MPEs inadimplentes, em junho deste ano, representando 33%. As posições seguintes foram ocupadas por Minas Gerais (11,0%) e Rio de Janeiro (8,3%). O Rio Grande do Sul apresentou 5,9%.
A elevada inadimplência no país demonstra os efeitos da lenta recuperação da economia. Muitas empresas de grande e médio porte conseguiram reagir devido ao aumento das exportações. Já, as MPEs dependem das vendas internas e o consumo doméstico é gradual.
Além disso, é comum as MPEs dependerem de uma pequena carteira de clientes. Às vezes, dependem exclusivamente de um cliente. Isso gera riscos à saúde financeira da empresa caso o cliente atrase ou venha a não cumprir com suas obrigações. Assim, a inadimplência do seu cliente pode afetar a capacidade de pagamento da sua micro e pequena empresa, podendo, também, ficar inadimplente diante seus fornecedores e funcionários.
Ainda segundo a Serasa Experian, foi possível observar que, cada vez mais, as empresas estão buscando maneiras de tentar sair do vermelho. Com o aumento da inadimplência entre empresas de todos os portes, 31 mil buscaram renegociação junto à Serasa, nesse primeiro semestre. As MPEs lideraram as renegociações, com 96%.
A inadimplência é preocupante, principalmente, para as pequenas empresas. Normalmente, o caminho escolhido pelos empresários que estão nessa situação é a renegociação das contas atrasadas e, em seguida, a reinserção no mercado de crédito.
Não deixe a situação agravar. Conheça as causas do desiquilíbrio financeiro e busque alternativas para retomar o controle.






Comentários