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COMO VENCER A CRISE E SAIR DO VERMELHO?

  • Foto do escritor: Jalmar Finger Becker
    Jalmar Finger Becker
  • 22 de ago. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 4 de set. de 2018

O Brasil vive uma frágil retomada econômica. É, sem dúvida, o ciclo de recuperação mais lento, se comparado com suas outras recessões. A economia brasileira nunca demorou tanto para reagir. As indústrias ainda operam em capacidade ociosa. O setor civil conta com um grande número de imóveis à venda. No comércio, muitas lojas fecharam as portas. O setor empresarial ainda não conseguiu se reerguer.


Nesse cenário, manter o caixa azul é uma tarefa difícil. Mas, são nas crises que surgem as melhores oportunidades, e as empresas devem aproveitar para se reestruturarem.

Além disso, a escola não ensina como fazer um controle financeiro básico. E o empreendedor traz sua falta de conhecimento para a vida empresarial. Muitas micros e pequenas empresas acabam desconhecendo se estão realmente tendo lucro. Um negócio envolve capital de giro, custos, tributos, inadimplência, salários, encargos e outros fatores. Não é uma tarefa fácil. Como vencer a crise e sair do vermelho? A seguir, algumas sugestões para enfrentar as dificuldades:


1 - Separe o pessoal do empresarial de vez.

Misturar as finanças pessoais com as contas da empresa é um dos erros mais comuns de pequenos e médios empresários. Assim, quando as contas de casa apertam, as reservas do negócio são utilizadas. Ou, o contrário, o empresário usa seu cheque especial ou cartão de crédito pessoal, com juros altos, para financiar as atividades do negócio. Misturar as contas prejudica o fluxo de caixa da empresa e dificulta sair do vermelho de forma sustentável.


2 - Conheça como está a situação da empresa. Conheça os custos.

Faça um diagnóstico da situação atual. Analise o fluxo de caixa. Avalie o comportamento de receitas e despesas. Some tudo que já contraiu de dívida. Com a crise econômica, o faturamento costuma diminuir, porém, em muitas empresas, as despesas continuam as mesmas. Para realizar cortes você precisa conhecer os custos. Feito isso, você consegue estabelecer uma estratégia. Analise despesa por despesa. Terceirizar algum serviço é favorável? Faça contas.

Pense antes de demitir, pois além dos gastos trabalhistas, em um segundo momento, terá de recontratar. Demissões sempre geram insegurança para os colaboradores que permanecem e diminui a produtividade. Outro erro comum na tentativa de cortar custos é substituir matérias-primas por outros de menor qualidade. Seus clientes podem perceber a diferença e com isso sua empresa só perde novas vendas. Ao invés disso, tente renegociar dívidas. Oferecer treinamento para setor comercial também pode ser uma alternativa.


3 - Renegocie dívidas.

Analise as pendências financeiras e procure alternativas para reduzir as taxas de juros. Converse com seu fornecedor para estender o prazo de pagamento. Lembre-se que a crise não atingiu somente a sua empresa. Empresas de grande ou médio porte que vendem para pequenas empresas também foram afetadas. Não se intimide ao negociar. Priorize dívidas que incidem juros altos. Calcule se a opção de tomar um empréstimo com juros menores para pagar dívida de juros altos pode se tornar favorável. O ideal é refinanciar com prazos maiores e prestações menores. Não esqueça as linhas de crédito que operam com recursos públicos, como o Proger e o Cartão BNDES.


4 – Busque novas parcerias e novos mercados.

Busque formar alianças estratégicas negociando com empresas que ofereçam um serviço complementar ao seu. Assim, é possível elaborar pacotes ao seu cliente por um menor custo.

Junte-se a concorrentes para fazer compras conjuntas e ganhar benefícios na negociação. Divida custos com consultorias e treinamentos, por exemplo.

Caso o setor de atuação do seu negócio tenha diminuído por causa da crise, pode ser a hora de buscar novos mercados para seus produtos e serviços. Avalie a situação.




 
 
 

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