5 ERROS COMUNS DE CONTROLE FINANCEIRO
- Jalmar Finger Becker

- 21 de ago. de 2018
- 2 min de leitura
Muitas empresas fecham suas portas devido ao suporte financeiro insuficiente ou inexistente. Então, por que, mesmo assim, muitos empresários ignoram ou não dão a devida importância a essa ferramenta gerencial?
O sucesso de um negócio depende, inevitavelmente, do gerenciamento da área financeira. O melhor instrumento para uma boa administração é um orçamento realista que mostre onde os recursos podem ser aplicados. E o mais importante: planejar e controlar todas as entradas e saídas.

Erros nos controles financeiros podem comprometer o seu negócio. A seguir, alguns erros comuns:
1 – Não registrar todas as operações.
Quando falamos de empresas de micro ou pequeno porte é normal encontrarmos o próprio dono envolvido em várias atividades, inclusive na área financeira. Uma empresa de grande, ou até de médio porte, normalmente, tem um departamento específico para tratar da tesouraria. No entanto, quando o negócio é pequeno, é provável que o empresário, na correria do dia a dia, acabe dando pouca atenção ao fluxo de caixa. Assim, aqueles pequenos gastos, que parecem irrelevantes, podem fazer a diferença no seu orçamento no final do mês.
2 – Misturar as contas pessoais com as contas da empresa.
Muito comum em empresas familiares, misturar as contas pessoais com as contas da empresa é uma atitude que compromete o fluxo de caixa. É um erro clássico das pequenas empresas. Quando o empresário realiza retiradas do caixa para pagar dívidas pessoais, pode nem perceber, mas acaba prejudicando o capital de giro. E, ainda, torna o controle de entradas e saídas da empresa impraticável. Caso a empresa não tenha capital de giro suficiente para manter-se, poderá ser necessário recorrer a empréstimos. O ideal é estabelecer um pró-labore e respeitar os ganhos.
3 – Realizar empréstimos sem planejar.
Contratar empréstimos não é errado, mas é fundamental que exista um planejamento anterior. Empréstimos podem financiar novos projetos e expandir os negócios, mas, diante da facilidade de aderir uma linha de crédito, muitos empresários acabam contratando de maneira precipitada, sem planejamento. Muita atenção para não cair no ciclo vicioso das dívidas. Evite assumir uma prestação seguida de outra que comprometam dinheiro com o qual você ainda não conta. Fazer um empréstimo para apagar incêndios sem ter um plano de recuperação é perigoso.
4 – Não analisar os resultados.
Muitos empresários preocupam-se apenas em manter registradas todas as entradas e saídas do caixa. Ou ainda, preocupam-se apenas com a diferença entre as receitas e despesas. É preciso acompanhar e analisar os custos, as despesas, o faturamento, os investimentos, para apurar corretamente se a empresa está ou não alcançando os resultados almejados. É fundamental que você entenda de onde vem e para onde vai o dinheiro. Assim, é possível identificar erros e oportunidades, permitindo tomar decisões estratégicas.
5 – Contratar familiares ou amigos.
Caso não tenham qualificações necessárias para a função, evite misturar as coisas. Contrate um profissional que contribua para o crescimento da sua empresa, porém não se torne dependente dele para administrar seu próprio negócio. Divida as responsabilidades e assuma o papel de gestor.





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